OFICINA DE BALAIO COM DOIS MESTRES da Reserva Ecológica da Juatinga na Praia Grande da Cajaíba

OFICINA DE BALAIO COM DOIS MESTRES da Reserva Ecológica da Juatinga na Praia Grande da Cajaíba

Está para acontecer um evento inédito na história da Reserva Ecológica da Juatinga! O encontro de 2 grandes mestres caiçaras da região que não se conhecem, irá se transformar em uma vivência inesquecível durante uma oficina de Balaio!

Seu Francino, de Cairuçú das Pedras, e
Dona Dica, da Praia Grande

Nos ensinarão o balaio, um artesanato típico da região, uma espécie de cesto que pode ser feito com cipó e bambu. O conhecimento dessa prática foi-se perdendo com o passar das gerações, buscamos com esse encontro valorizar o conhecimento desses dois mestres, e propagar esse conhecimento para outras pessoas, para que ele não se perca pelo tempo.

Durante 4 dias de contato direto com uma esplendorosa natureza, aprenderemos todos os processos para a feitura do balaio, além da enriquecedora troca de conhecimento com dois mestres caiçaras da região.

O barco sairá do Cais dos Pescadores, que fica na Ilha das Cobras, Paraty – RJ, na quinta-feira, 25, as 14h.
À noite faremos uma roda de apresentações.
As oficinas acontecerão na sexta, no sábado e no domingo de manhã.
Domingo, 28, por volta das 15h, será o retorno para Paraty.

- LOCAL: Casa da Dona Dica. Praia Grande da Cajaíba. Reserva Ecológica da Juatinga (REJ). Paraty. RJ
– QUANDO: de 25 a 28 de Julho (quinta à domingo).
– QUANTO: R$ 200. incluindo ( barco + alimentação + estadia + oficineiro)
– CONTATOS:
Thúlio Monteiro – cel 021 8892 3718
– INSCRIÇÕES pelo e-mail: tmm.thulio@gmail.com

LINK DO EVENTO NO FACEBOOK: https://www.facebook.com/events/614093495291975/

Para quem não sabe como é o balaio, é esse cestinho de cipó e bambu da foto a cima e aqui vai um vídeo gravado por crianças durante uma oficina de balaio com a Dona Dica, no Pouso da Cajaíba, em 2011

O trabalho “Raízes e Frutos no Pouso da Cajaíba: a Construção de uma instituição local e a Relação com a Extensão” apresentado no Congresso de Extensão da UFRJ ganha título de menção honrosa.

Link para a apresentação: http://raizesefrutos.files.wordpress.com/2012/12/congresso-de-extensc3a3o-2012-ii2.ppt

Resumo:

O projeto Raízes e Frutos atua desde 2007 com comunidades caiçaras da Reserva Ecológica da Juatinga, Paraty (RJ).
No Pouso da Cajaíba iniciou seu trabalho através do contato com o morador “Ticoti”, então presidente da associação dos moradores. Firmou-se uma importante relação que contribuiu para a atuação do projeto e para a formação de uma liderança política local.

Uma das bases do Raízes e Frutos refere-se à Permacultura. Esta “disciplina” se constitui a partir de perspectivas de diversas áreas do conhecimento, dentre as quais, a ecologia, a arquitetura, a agricultura, e de saberes de sociedades tradicionais, com o objetivo de proporcionar a subsistência das populações com baixo impacto ambiental.

Por intermédio do projeto de extensão o caiçara “Ticoti” participou de cursos de Permacultura, o que possibilitou um aprendizado acerca dos seus princípios e suas técnicas e também a conscientização acerca da importância de sua cultura.
Em uma de suas falas ele diz: “nasci em casa de estuque e sapê. Isso pra mim era coisa pobre, miserável. Depois começando a ter conhecimento vi que hoje tem gente do mundo inteiro que paga muito para aprender a fazer. Eu sei fazer, só que não dava valor aquela sabedoria. Era coisa pobre”.

Em 2010, “Ticoti” decidiu criar em sua casa um instituto de Permacultura, o Instituto de Permacultura Caiçara (IPECA). Seu objetivo é criar um centro de aplicação e experimentação dos princípios e técnicas de Permacultura. Além de contribuir para a valorização de sua cultura, o instituto pretende empreender ações de conservação ambiental.
Atualmente, vem elaborando um projeto de saneamento ecológico para o Pouso da Cajaíba. O IPECA revela-se, portanto, como um importante agente local que pretende construir projetos de desenvolvimento para o Pouso da Cajaíba. O Raízes e Frutos é um dos seus colaboradores; atuou em sua construção e, hoje, contribui para a realização cursos e oficinas.

No entanto, é necessário refletir e debater algumas questões: que tipo de relação deve ser firmada entre o projeto de extensão e essa instituição? Como ampliar a participação da comunidade na construção de tais e iniciativas?

Contato: evaristo.cjr@uol.com.br

Apoio: Edital 01/2012 – PIBEX / UFRJ

Lá e Cá

Curta-metragem documentário de projeto experimental para graduação em Cinema (UFF/RJ).

(doc, dv, cor/pb, 21′, 2007)

Pesquisa, Roteiro, Direção e Edição: Clarissa Guarilha
Pesquisa e Assistente de Direção: Tainá Miê
Fotografia e Câmera: Vladimir Mancaro
Som Direto: Luis Guilherme Guerreiro
Produção: Lara Frigotto
Assistente de Fotografia: Ana Alice de Moraes
Videografismo: Clarissa Pivetta
Imagens de Arquivo: Martin Sirolli
Produção: UFF/Arissas Multimídia
Apoio: Verde Cidadania

Sinopse: Sofrendo as consequências da especulação imobiliária e da grilagem de terras, caiçaras da Praia Grande da Cajaíba foram obrigados a deixar sua terra nativa para viver na periferia da cidade de Paraty, no Rio de Janeiro. A diretora vai ao encontro dos ex-moradores e dos que ainda lutam para sobreviver na praia.

Dezembro/2007

 

Tadzia Maya fala na OFFFlip

Blog em reforma

Em primeiro lugar gostaria de me desculpar, em nome do grupo, pela falta de atenção que temos dado ao blog.
Passamos este ano por um processo interno de renovação pessoal e estrutural.
Pretendemos agora revitalizar o Blog, aproveitando o potencial deste espaço como plataforma de comunicação do projeto Raízes e Frutos, com o público em geral.

Em breve, teremos uma chuva de material novo publicado.
Até lá, adianta-se o novo visual, simbolizando a revitalização do Blog Raízes e Frutos.

E-mail para contatos: raizesefrutos@gmail.com

Até breve, Beijos!

Vídeo “A carta caiçara”

Com apoio do Edital Proext Cultura o Projeto “Raízes e Frutos” produziu no início deste ano o vídeo “A carta Caiçara da comunidade do Pouso da Cajaíba”.

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A praia que era grande*

fonte: http://www.revistazepereira.com.br/a-praia-que-era-grande/

O drama dos caiçaras da Juatinga, que estão deixando suas terras ancestrais para viver em favelas de Paraty

Por Tadzia Maya

“E eu vi uma pessoa de branco na porta da minha casa, que me apontava o mar: ‘Olha lá!’ E quando eu olhei pra água, estava cheia de caiaque, lotado de gente indo embora, os barquinhos iluminados, pintadinhos, saindo daqui, sumindo lá longe…”. Uma visita à Praia Grande da Cajaíba deixa claro: o sonho de seu Altamiro estava mais para uma predição. Em 2002, de fato, seus parentes e amigos começaram a sair aos montes do lugar onde haviam “nascido e se criado”. Nas suas traineiras, seguiram para a periferia de Paraty. Hoje, seu Altamiro vê chegarem à praia de quase 1,5 km de extensão barcos de amigos e de turistas, mas já não vê mais os dos caiçaras que lá moravam. Em quatro anos, restaram somente oito dos 87 habitantes. Só ele e seus cinco filhos ainda vão atrás do peixe. Na terra, ficam apenas duas mulheres: dona Jandira, sua mulher, e dona Dica, com seus “mais ou menos 58 anos”. E entre os barcos que despontam no azul cristalino, há sempre o receio de que chegue o pessoal que vem de outras terras, de outros mares: os supostos donos da terra.


Praia Grande da Cajaíba: paraíso ameaçado

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